Peste suína africana: Saiba quais são as áreas afetadas

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Doença ainda não possui vacina e assusta países de todo o mundo

A Peste Suína Africana (PSA), é uma doença contagiosa que afeta suídeos domésticos e asselvajados (javalis e cruzamentos com suínos domésticos).

Locais afetados pela Peste Suína Africana

Altamente fatal, em meados de 1920 a PSA contaminou suínos domésticos no Quênia. A partir de então, disseminou-se pela Europa.

Na década de 60, a Peste Suína Africana chegou a Portugal e Espanha por meio de restos de aeronaves que continham produtos derivados de suínos contaminados com o vírus, onde permaneceu até 1990, espalhando-se para os demais países europeus (Malta, Bélgica, França, Holanda e Itália), para a América do Sul e o Caribe. Em todos esses países, a PSA foi erradicada.

Contudo, em 1982 o vírus chegou novamente à Itália, onde permanece endêmico. Em 2007 surgiu na Geórgia, localizada no sudoeste europeu.

Em 2014 o vírus se espalhou por outros países europeus, como Estônia, Polônia, Letônia e Lituânia. Em 2017, chegou à República Tcheca e Romênia.

PSA chega a China

Em setembro de 2018 houve surtos da doença em suínos de subsistência da Romênia e da China e em javalis da Bélgica.

Nesses últimos casos, a origem da infecção foram restos de alimentos com derivados crus de suínos contaminados. Isto levou as autoridades a criarem uma zona de vigilância na fronteira com da Bélgica com a França.

Segundo o Ministério da Agricultura da China, o país já abateu mais de 900 mil suínos em função do surto da Peste Suína Africana. A doença continua a se espalhar para novas regiões do país, atingindo novos rebanhos.

peste suína africana

Peste suína africana em 2019

No dia 28 de janeiro de 2019, a Dinamarca anunciou a construção de uma barreira na fronteira com a Alemanha com o objetivo de prevenir a entrada do vírus no país e conter o surto na Alemanha. Com 70 quilômetros de extensão e 1,5 metros de altura, o muro será eletrificado e passará por áreas campestres.

Apesar de considerar a doença erradicada, o Brasil ainda toma precauções e medidas contra a doença. Sendo elas a intensificação da vigilância e controle nos aeroportos e fronteiras. Dessa forma, espera-se evitar o ingresso do vírus no país e, consequentemente, um surto de PSA.

Vale lembrar que não existe vacina para a PSA, cujo vírus da família Asfarviridae, gênero Asfivirus, é altamente resistente e permanece nas fezes dos animais por até três meses e por até nove meses em alimentos (produtos
maturados).

O vírus da PSA não tem preferência por idade ou gênero e não é transmitido para seres humanos.

Os surtos de PSA são devastadores sendo fatais à totalidade de uma criação em sua forma mais virulenta.

A doença se caracteriza principalmente pela sua forma hemorrágica. A forma aguda ocorre febre alta (entre 40 e 42 graus), perda de apetite, hemorragias na pele (no focinho, orelhas, patas e abdômen) e em órgãos internos, problemas de respiração, e alta taxa de mortalidade de 4 a 10 dias.

Como a PSA é transmitida

Altamente contagiosa e letal, a PSA é transmitida principalmente pelo contato direto entre suínos suscetíveis ou infectados (domésticos ou asselvajados). Também pode ocorrer através da ingestão de produtos contaminados com o vírus. As carcaças de suídeos infectados que morrem e ficam no ambiente se tornam focos importantes de transmissão e dispersão do vírus em outras formas, podendo ser transmitido através de equipamentos, roupas, veículos e vetores como o carrapato Ornithodoros.

Publicado em 21 March de 2019